Seg 8 Fev 2010
A RSA, divisão de segurança da EMC anunciou os resultados da Pesquisa Global do ano de 2010 sobre a segurança on-line do consumidor, na qual foram entrevistados mais de 4.500 consumidores abordando o conhecimento desses quanto a ameaças on-line, as preocupações com a segurança de suas informações pessoais on-line e o desejo por maior proteção de identidade. Mais de 950 entrevistados na América Latina participaram da pesquisa, representando Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. Todos os entrevistados eram usuários ativos da Internet e, durante o mês anterior à pesquisa, 92% efetuaram uma transação bancária on-line, e 80% realizaram uma compra on-line.
Consumidores latino-americanos estão cientes das ameaças de phishing, mas relatam níveis maiores de ataques de phishing à medida que táticas de ataque tornam-se mais sofisticadas
Entre os consumidores da América Latina, 65% indicaram ter conhecimento dos ataques de phishing, percentual um pouco menor do que (76%) de todos os entrevistados. Eles também demonstraram um nível maior de preocupação com ataques de phishing do que outras regiões de todo mundo. Mais consumidores da América Latina (59%) declararam estar “muito preocupados” com a ameaça de phishing, comparados a 37% dos EUA e 29% da Europa.
Uma das descobertas mais significativas da pesquisa foi a porcentagem de consumidores na América Latina vítimas de ataques destinados de phishing, os quais são normalmente iniciados por e-mail. Em toda região, 31% afirmaram ter sido vítima de um ataque de phishing e, de todos os consumidores dos países da América Latina, o Brasil registrou as maiores taxas (41%), seguido pelo Peru (31%), México (30%), Chile (29%) e Colômbia (24%).
As preocupações dos consumidores com a segurança exprime um desejo por uma proteção de identidade em camadas O sistema bancário on-line continua oferecendo níveis significativos de conveniência para consumidores, com acesso rápido a contas correntes e poupança, capacidade para pagamento de contas de forma automática, transferência de fundos e realização de outras transações financeiras.
De maneira predominante, 94% dos consumidores na América Latina declararam estar preocupados com o acesso ou roubo de suas informações pessoais em um site bancário on-line, comparados aos usuários que acessam portais da área da saúde (66%), sites do governo (75%) e sites de sistemas de rede social (79%). Como resultado de suas preocupações com o sistema bancário on-line, 90% dos mesmos entrevistados também declararam que os bancos deveriam implementar um método mais rígido de segurança, além de nome de usuário e senha, para quando efetuarem log-in no site do sistema bancário on-line.
Quase por unanimidade, 96% declararam que esperavam que seus bancos monitorassem suas transações bancárias on-line.
A expectativa por métodos mais rígidos de segurança entre os consumidores da América Latina ficou muito na frente da média mundial. Quando esses consumidores foram questionados sobre como um método mais rígido de segurança teria impacto sobre sua confiança ao fazer transações on-line, 96% declararam que se sentiriam mais seguros, e 76% afirmaram que se sentiriam “significativamente” mais seguros. Esses percentuais são muito maiores se comparados a outras regiões, como Estados Unidos (somente 42%), Austrália (50%) e Ásia (45%).
Regente prosseguiu, “A fim de maximizar o pleno valor das vantagens que o mundo on-line pode oferecer, as empresas precisam adotar uma abordagem em camadas para a segurança on-line, com o intuito de proteger melhor as informações de seus clientes. As empresas que atualmente oferecem e consideram métodos mais rígidos de autenticação estão no caminho certo para conquistar a confiança dos consumidores. Maior confiança pode aumentar o volume de transações e ajudar a reduzir as perdas com fraudes.Para adquirir tal confiança, as empresas devem considerar a segurança como o principal fator para adoção de clientes”.
Impacto positivo
Normas bancárias on-line, que exigem métodos mais rígidos de autenticação, foram recentemente emitidas por empresas governamentais no Chile, Colômbia, México e Peru. Uma das objeções que os bancos podem ter contra a implementação de autenticação rígida é o impacto que ela poderá ter sobre a experiência do cliente.
No Chile, na Colômbia, no México e no Peru, 95% dos entrevistados são favoráveis a normas governamentais que exigem mais segurança em sistemas bancários on-line e, em toda região, 89% estavam dispostos a executar etapas adicionais, no momento que efetuassem log-in no sistema. No Brasil, único país onde foi feita a pesquisa sem tais normas, 95% dos entrevistados declararam que aprovariam se o governo implementasse uma norma que exigisse segurança adicional para o sistema bancário on-line.
Regente continuou, “As empresas caminham sobre uma corda bamba na tentativa de equilibrar segurança, conveniência, facilidade de uso e conformidade. Entretanto, os mesmos sistemas e procedimentos que os bancos implementam para aderir às novas normas podem contribuir significativamente para a satisfação do cliente”.
Fonte: RSA
