Janeiro de 2010


Bing! Information Design (BID), uma pequena empresa de Saint Louis, nos Estados Unidos, está processando a Microsoft por ter copiado seu nome ao batizar o buscador Bing.

Dedicada à criação de animações e gráficos digitais há mais de dez anos, a BID alega que, desde o lançamento do Bing, em junho, tem obtido dificuldades para se relacionar com outras companhias. Segundo seus advogados, a confusão de nome atrapalha a política de comunicação da empresa de menor expressão.

A Microsoft, por sua vez, afirma que não pode haver esta confusão, dado que os meios de atuação das duas empresas são bem diferentes.

Por meio de seu porta-voz, Kevin Kutz, a corporação comunicou: “Temos respeito a marcas de propriedade intelectual de outras pessoas e esperamos as próximas etapas no processo judicial”.

O rival no quesito buscas, Google, também passa por situação parecida devido à nomeação de seu sistema operacional móvel Android, ocorrida em 2008.

Logo que os primeiros aparelhos com o SO surgiram, uma pequena empresa americana chamada Android Data Corporation entrou com um processo requerendo uma multa de 94 milhões de dólares por uma suposta “cópia”. O caso ainda não foi encerrado.

Até o momento, não se sabe o que a BID pede à Microsoft no processo.

Fonte: Info

A Seal Tecnologia está pronta para atender ao mercado na adequação à Lei 11903/09, conhecida como lei da rastreabilidade de medicamentos e que cria o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos, uma nova determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A nova lei vai impactar fabricantes, fornecedores e comerciantes de medicamentos em todo o Brasil. A lei de rastreabilidade determina que seja possível recuperar informações históricas e geográficas sobre o caminho percorrido pelos medicamentos, desde sua produção até a entrega ao consumidor. O objetivo é ter uma gestão eficiente dos riscos na cadeia de produtos farmacêuticos, dando mais segurança ao consumidor e permitindo identificar fontes de desvio de qualidade.

Tecnologia
Pela lei, cada unidade de medicamento comercializada no País deverá ter o Identificador Único de Medicamentos (IUM), que será impresso em etiquetas de segurança produzidas especificamente para esse fim. O IUM deverá conter todas as informações sobre o caminho percorrido por aquela unidade do medicamento.

O código de barras bidimensional (2D), também chamado de Datamatrix, é a tecnologia indicada para garantir a rastreabilidade de cada unidade de produtos farmacêuticos. Ao contrário do código de barras comum, que é visível e contém apenas um número, o 2D pode armazenar milhares de informações ao mesmo tempo, como números, letras e outros dados.

A lei de rastreabilidade prevê que o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos seja implantado gradualmente em até três anos, período de adequação das empresas à lei. “No entanto, como a lei envolve toda a cadeia de fabricação, distribuição e comercialização de medicamentos, é prudente que as empresas já comecem a se preparar em 2010”, alerta Bernardes.

Fonte: Decision Report

Um acordo entre o Ministério da Justiça, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e as operadoras móveis prevê o bloqueio de celulares roubados por meio de seu número Imei, uma espécie de “número de série” de cada aparelho vendido legalmente no país.

A iniciativa é da Secretaria de Direito Econômico, órgão do Ministério da Justiça. Segundo a Secretaria, o bloqueio por meio de número Imei impede que celulares roubados continuem a funcionar, mesmo que desbloqueados. Na prática, isto seria um duro golpe no comércio de telefones roubados.

O número Imei seria o equivalente ao chassi de um celular. Uma vez que as operadoras bloqueiem determinado Imei, ele não consegue funcionar em nenhuma rede e perde seu valor como telefone. Assim, quem furtar um celular só pode usá-lo como despertador ou agenda, por exemplo. Qualquer função que dependa de conexão com as operadoras fica inutilizada, argumenta a Secretaria.

Se a medida funcionar de forma adequada, será um duro golpe no mercado de revenda de celulares sem origem. Também haverá forte desestímulo ao roubo ou furto. Afinal, um aparelho que não funciona em nenhuma operadora não tem grande valor de revenda para o criminoso.

Com base nos registros das polícias nos 27 Estados brasileiros, o Ministério estima que, por ano, sejam registrados 1 milhão de roubos ou furtos de celulares no Brasil. O número verdadeiro de roubos, no entanto, deve ser bem maior, pois apenas um pequeno percentual das pessoas vai a uma delegacia registrar a ocorrência.

Para o acordo entrar em vigor, ainda é necessário o aval da Anatel e a unificação dos cadastros Imei de todas as operadoras móveis. Não há prazo definido para isto acontecer.

A Secretaria prevê, ainda, uma campanha publicitária para explicar aos consumidores a importância de registrar o B.O quando tiverem seus celulares roubados. O documento será obrigatório para pedir o bloqueio de um aparelho.

Se eventualmente o celular for recuperado, será possível pedir às operadoras a exclusão do número Imei do cadastro de telefones “proibidos” de conectar-se nas redes móveis brasileiras.

O principal risco da medida falhar no combate aos roubos será se os criminosos encontrarem alguma forma de driblar a checagem de número Imei ou fornecer um número Imei falso à operadora quando o aparelho se logar na rede móvel.

Fonte: Info

A Kaspersky Lab publicou um artigo retratando o ataque de cybercriminosos durante o período de festas de 2009. A popularização do e-commerce, incluindo compras por cartões de créditos ou sistemas de pagamento eletrônico, como PayPal e Webmoney nos Estados Unidos e União Européia foram alvos de ataque com programas maliciosos “universais” que interceptam diversos dados financeiros.

Dmitry Bestuzhev, Analista de Vírus Sênior da Kaspersky Lab para a América Latina demonstra o ataque em milhares de PCs infectados com o cavalo de tróia Trojan.Win32.Vilsel.qhw. Bestuzhev destaca ainda que até o último dia do ano, apenas seis das 40 empresas de segurança (15%) tinham detectado a ameaça, de acordo com o VirusTotal.

Fonte: Risk Report

O acesso remoto cresce cada vez mais nas organizações por meio de equipamentos como iPhone, celulares, black berry, notebook, netbook. Ao mesmo tempo, com o aumento desses dispositivos, o desafio das empresas é controlar as informações recebidas e enviadas por seus colaboradores, bem como a segurança física dos aparelhos. Falta política de uso.

Os funcionários usam as máquinas tanto para fins corporativos quanto pessoal. Isso implica na ausência de segurança e controle daquilo que é utilizado.

Quem garante que apenas o seu funcionário esteja usando o equipamento da empresa e, ainda, o que ele acessa é realmente dados da companhia ou faz uso pessoal do patrimônio corporativo? Esse é o principal drama das companhias que, cada vez mais, se munem de dispositivos móveis.

A solução para isso é o uso de certificação digital. Essa é a opinião de Victor Murad, vice-presidente de Serviços Públicos da Câmara e-Net. “O certificado digital poderia contribuir muito no relacionamento entre o usuário do internet banking e o banco. Uma das questões hoje que aflora nesse relacionamento é o ônus da prova sem recair sobre o banco porque o binômio usuário e senha não são respaldados juridicamente. Uma vez que o correntista é certificado, passa a se responsabilizar sobre o uso do serviço e certamente a auto-fraude vai cair drasticamente, maximizando a segurança e o acesso”.

Da mesma forma que o setor financeiro é crítico, a saúde também. Imagine uma prescrição médica na internet ser adulterada? Essa foi a indagação de Marcelo Noronha, superintendente de TI, Relações Institucionais, Telecomunicações e Segurança da Informação da Home Doctor. “Por isso, mesmo que tenhamos um programa de treinamento e conscientização de nossos colaboradores, ainda não colocamos a prescrição médica na web pelo temor de uma invasão”, diz o executivo.

Se uma empresa teve problema de segurança é porque não houve a obsessão necessária do CSO. “A tarefa de todos que trabalha com segurança em TI é saber qual o novo ataque, se a empresa está preparada”.

Por outro lado, há também os que desenvolvem os códigos, os aplicativos e não devemos esquecer que são pessoas. “Às vezes cometemos o erro de atribuir a segurança só para o pessoal da tecnologia. Quem desenvolve a tecnologia são pessoas e elas também escrevem os processos”, aponta Marcelo Ribeiro, gerente de Redes de TI, responsável por segurança e infraestrutura da Catho Online. Marlon Borba, CSO do Tribunal Regional Federal da 3ª Região concorda: “é preciso educar os desenvolvedores para que saibam criar códigos seguros. Esse é um aspecto fundamental e tem sido muito desdenhado, uma vez que temos concentrado demais na questão de infraestrutura”, conclui Borba.

Portanto, na opinião de Cláudio Martins, CIO da GM do Brasil, o desafio é acessar a informação de qualquer lugar com o máximo de segurança. “Também é necessário testar a segurança dos aplicativos, mas isso é parte da metodologia de desenvolvimento de software.Quanto ao Cloud Computing, a GM já utiliza há quatro anos para a distribuição de vídeos. Você pode fazer o cloud dentro de sua empresa primeiro sem correr o risco da segurança. A evolução dessa tecnologia criará os meios de proteção usando para o benefício do negócio. Qual o balanço entre o risco que você corre e o benefício que tem? Em minha opinião, se hoje o CSO é obcecado, o CIO está doente”.

Fonte: Risk Report

Ferramentas interativas como redes sociais, blogs ou sites de confiança dos usuários são os principais alvos dos hackers, explica Cristine Hoepers, gerente do Cert.br (Certified Computer Security). “Os ataques mudaram de cara a partir do segundo semestre de 2009. Agora, ele explora o usuário pelas redes sociais e sites de grande volume. Por isso, torna-se muito importante a educação dos desenvolvedores e programadores para a questão da Segurança da Informação”, conta.

Cristine cita que o grande sonho dos criminosos é conseguir atacar o Google para atingir milhões de usuários de uma só vez. “O usuário nem percebe esse tipo de ataque porque basta um clique no site de confiança para ele ser explorado por um criminoso”, explica. Ela acrescenta que um dos impactos deste tipo de ataque pode ser a lentidão do tráfego da banda larga da vítima.

Mecanismos de proteção vão desde o cuidado com a programação e desenvolvimento dos códigos até ás políticas de Segurança da informação. “Cerca de 90% das empresas têm firewall, UPS ou antivírus, mas não tem uma política de segurança e não sabe o que fazer diante de algumas situações. É importante ressaltar que a maioria sabe muito bem cuidar da entrada da rede, mas não tem idéia do que fazer em relação ao que sai da rede. É por isso que o país torna-se infraestrutura para os criminosos do mundo”, observa.

Guilhermino Domiciano, gerente da área de Segurança da Informação do Banco do Brasil, confirma a tendência do Cert.br e informa que houve queda no volume de scans desde segundo semestre de 2009 e pela primeira vez foi registrado no Brasil ataques em escala. “Os ataques em sites de confiança do usuário já começaram no Brasil, mas basta montar uma cesta de defesa para se proteger”, conclui.

Fonte: Decision

Criminosos passaram a utilizar técnicas avançadas para tirar proveito das falhas no Adobe Reder antes do dia 12, quando a empresa fará uma atualização de segurança.

O procedimento consiste na criação de um PDF com malware e reduzir o tamanho do arquivo para 38 bytes ou menos, o que torna difícil a detecção da ameaça.

Segundo a Total Virus informou que apenas quatro dos 41 principais antivírus conseguiram identificar o código malicioso. O processo de reconhecimento demorou seis dias para ser realizado, mesmo com os sistemas que avaliam a reputação de arquivos e sites.
Segundo a empresa, entre as empresas que conseguiram detectar o malware estão a Sophos, TrendMicro, F-Secure e BitDefender.

A Adobe planejou uma atualização geral em sua linha de produtos que deve corrigir diversas falhas de segurança em seus produtos. A companhia recomenda que os usuários evitem abrir documentos de procedência duvidosa em suas máquinas.

Fonte: INFO