Portais de internet não podem ser responsabilizados por crimes sexuais cometidos contra menores por pessoas que conheceram nos sites.
A decisão do segundo tribunal de recursos do distrito de Los Angeles é consistente com a jurisprudência de tribunais federais, e segue a condenação, um dia antes, de uma mulher no estado do Missouri acusada de usar um perfil falso no MySpace para assediar uma adolescente. A garota cometeu suicídio.
O tribunal de apelações julgou diversos processos semelhantes de garotas, todas menores e conhecidas na internet como “Julie Does”. Os pais das meninas alegavam que o MySpace não implementou os programas de verificação de idades disponíveis nem ajustou o padrão de segurança nos perfis para “particular”.
Mas o tribunal de Los Angeles considerou que uma seção da legislação que trata do assunto, o Communications Decency Act, deixa os portais de internet imunes contra as alegações de negligência e de responsabilidade com o produto.
Uma porta-voz do MySpace, controlado pela News Corp, afirmou em nota que a empresa estava “contente” que a corte reafirmou a jurisprudência de outros tribunais de que tanto eles como outros sites “não podem ser responsabilizados pelo conteúdo postado ou pelos crimes cometidos por indivíduos que utilizam o site”.
São Paulo- Em pesquisa realizada com 1 650 empresas do mundo inteiro, a Symantec constatou que 30% dos testes de recuperação de desastres falham.
O estudo levou em conta companhias com mais de cinco mil funcionários e constatou que 60% dos aplicativos são considerados de extrema importância. Justamente por isso, no ano passado, 93% das empresas implementaram planos de recuperação de desastres, sendo que a média para acionar o back-up e voltar a funcionar foi de quatro horas depois das falhas.
Apesar de importantes, os testes para recuperação de desastres ainda têm uma imagem negativa nas empresas. Quando perguntados a respeito dos impedimentos de realizar testes completos envolvendo todo o cenário, 40% dos entrevistados alegaram medo de causar distúrbios aos clientes e um número ainda maior, 44%, disse que poderia causar problemas aos funcionários.
A “Disaster Recovery Global Data”, pesquisa anual de recuperação de desastres realizada pela Symantec, ouviu, em sua maioria, CIOs ou CTOs de empresas (um terço dos participantes). Gerentes de TI correspondem a 29% do grupo questionado e o restante está dividido entre VPs e SVPs(13%), trabalhadores de TI (12%) e gerentes e diretores de data centers (11%).
Os entrevistados responderam também sobre a verba destinada aos planos de recuperação de desastres. Para 2010, 52% deles acredita que o valor será o mesmo de 2009, enquanto 42% acham que ele será maior.
A Bolsa de Valores de Nova York sofreu um ciberataque nesta quarta-feira, 8. O comunicado emitido por ela, no entanto, não diz se houve algum tipo de dano. Ela apenas afirma que a operação do pregão não foi afetada.
A NYSE Euronext, empresa que controla a Bolsa de Nova York, foi avisada pelas autoridades americanas que seu site havia sofrido um ataque de DoS (do inglês, denial of service), também denominados ataques de negação de serviços, que consistem em tentativas de impedir usuários legítimos de utilizarem um determinado serviço de um computador.
Em comunicado no site da NYSE Euronext, o porta-voz Ray Pellecchia, fez questão de frisar que tal ataque “não tem e não poderia ter impacto nos sistemas de negociações e dados da NYSE, já que operam em redes privadas”.
A NYSE afirmou que neste momento trabalha em conjunto com investigadores para descobrir a origem do ataque e desvendar o caso.
No fim de semana, vários sites do governo americano, entre eles os da Casa Branca e do Pentágono, sofreram um ciberataque coordenado, com o mesmo mecanismo.
Um comunicado da agência de inteligência sul-coreana, divulgado nesta quarta, disse que mais de duas dezenas de sites daquele país e dos Estados Unidos também foram atacados por hackers possivelmente vinculados à Coreia do Norte.
Supercomputadores guardam tudo o que se passa na vida dos paulistas. Todos os números de São Paulo estão nesta central. Saiba como funciona a estrutura da Prodesp.
Ativar esse sistema garante que você escape de problemas técnicos da sua provedora de internet
Você chegou a sofrer recentemente com a instabilidade de uma das principais fornecedoras de internet do Brasil?
Uma boa dica para não ficar nas mãos da sua provedora é utilizar a função Open DNS. É um serviço mundial gratuito e que pode até melhorar a velocidade de navegação.
BOSTON - O cibercrime está se propagado rapidamente pelo Facebook, se aproveitando da crença de usuários de que a rede social é um ambiente online seguro.
Lisa Severens, uma administradora de testes clínicos de Massachusetts, nos Estados Unidos, descobriu isso da pior maneira. Um vírus tomou conta de seu laptop e começou a enviar fotos pornográficas para seus colegas de trabalho.
“Foi humilhante ter que lidar com isso no trabalho”, disse Severens. Seu chefe teve que trocar seu computador porque o software malicioso não pôde ser removido.
O cibercrime, que causa a perda de bilhões de dólares todo ano para empresas e cidadãos nos EUA, tem se difundido rapidamente pelo Facebook, uma vez que os esquemas visam e se aproveitam dos ingênuos para atraí-los ao lado negro da rede social, dizem especialistas em segurança.
Enquanto o MySpace, da News Corp, era o lugar mais popular para criminosos na internet há dois anos, especialistas afirmam que os crackers agora estão infiltrados no Facebook, que deu um salto em número de usuários, de 120 milhões em dezembro para mais de 200 milhões atualmente.
“O Facebook é a rede social do momento. Os agressores vão aonde vão as pessoas. Sempre”, disse Mary Landesman, pesquisadora da ScanSafe, empresa de segurança na internet.
Os fraudadores entram nas contas fingindo ser amigos dos usuários, enviando spam que os direcionam a sites que roubam informações pessoais e espalham vírus. Os criminosos tendem a obter o controle do PC infectado para roubo de identidade e disseminação de spam, por exemplo.
Apesar de o prazo para entrega dos arquivos da Escrituração Contábil Digital (EDC) ao Fisco encerrar no próximo dia 30, muitas empresas ainda estão na fase inicial ou ainda não iniciaram a implantação do sistema. De acordo com pesquisa realizada pela consultoria Deloitte, cerca de 80% das empresas consultadas estão obrigadas a entregar a ECD até o fim deste mês, mas desta parcela cerca de 27% não estão com os processos totalmente implantados.
“Muitas empresas não tinham conhecimento do tempo e da complexidade dos subprojetos do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Além do atendimento aos requerimentos do Sped, as empresas devem ter uma grande preocupação com a consistência e qualidade das informações que vão entregar ao Fisco”, afirmou Carolina Velloso Verginelli, gerente da área de consultoria tributária da Deloitte.
Com relação à ECD, ela diz que é importante ressaltar a impossibilidade de retificação do arquivo enviado através do Sped. Assim, qualquer incorreção somente poderá ser ajustada no próximo exercício. A não apresentação da ECD no prazo fixado acarretará em multa de R$ 5 mil por mês ou fração, podendo, eventualmente, levar ao arbitramento do lucro da empresa. Em relação às inconsistências das informações as penalidades podem ser ainda maiores, dependendo dos reflexos tributários dela decorrentes.
Ainda no que diz respeito ao estágio atual de implantação, o levantamento da Deloitte revela que quase um quarto das empresas obrigadas a entregar a Escrituração Fiscal Digital (EFD) até 30 de setembro ainda está em estágio inicial ou ainda não iniciou o projeto. “Apesar do prazo para adequação ao Sped Fiscal ser maior, o trabalho de implantação é bem mais complexo, devido ao grande volume de dados exigidos”, completou Carolina.
No que se refere à Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), o estudo mostra que cerca de 14,6% das empresas que precisam se adequar até 30 de setembro deste ano ainda estão em fase inicial do projeto. A próxima etapa da NF-abrange 54 importantes setores da economia, entre eles, cosméticos, informática e produtos de limpeza. O não cumprimento desta obrigação resultará em penalidade ainda maior, a impossibilidade de a empresa emitir documento fiscal em papel, paralisando, assim, suas atividades.
A pesquisa evidencia, ainda, que a maioria das empresas não está confortável com relação ao cadastro de participantes (clientes e fornecedores) e itens. Do ponto de vista tributário, 48,8% apontam não estar totalmente seguras quanto à qualidade das informações geradas e deve fazer uma análise, monitoramento e eventual ajuste de seu sistema. “Sentimos uma grande preocupação das empresas em gerar os arquivos no layout requerido pela legislação. No entanto, esse é apenas o meio de envio, enquanto que a essência está na certeza da qualidade dos dados”, comentou Carolina.
Outro dado do estudo que revela incertezas quanto à consistência dos dados está no fato de que quase 34% das empresas não têm segurança de que todas as informações contidas nos seus ERPs (sistemas de gestão empresarial) serão migradas adequadamente para o Sped.
Na pesquisa, duas consequências trazidas pelo Sped foram apontadas com maior frequência. O cruzamento eletrônico de informações aparece em 77% das respostas, seguido pelo aprimoramento dos controles fiscais, com 65%. “As empresas, especialmente de setores sensíveis à sonegação, vêem o processo de forma positiva, pois acreditam que o Sped vai permitir uma competição mais
justa”, conclui Carolina.
Segundo o relatório, a redução da sonegação fiscal e a melhora na competitividade aparecem com 62% e o aumento da arrecadação com 57% das respostas relativas à conseqüência trazida pelo Sped.
O estudo da Deloitte foi realizado entre 25 de maio e 22 de junho e contou com a participação de 78 empresas que atuam no país.
O nível de sucesso de ataques criminosos cresceu em 2009. O índice de sucesso de phishing chega a 3%, segundo a Fortinet. Em visita ao Brasil, Derek Manky, especialista em Segurança da Informação e pesquisa de ameaças da Fortinet, defende que a educação é tão importante quanto as soluções de segurança nas empresas, que hoje são bastante heterogêneas nas companhias.
Segundo dados da Fortinet, o volume da ameaça em todas as regiões aumentou especialmente desde março 2009. O aumento mais significativo observado durante este período estava na região da Ásia Pacífico. Em junho 2009, o volume da ameaça nessa região era mais que o dobro da América Latina, o segundo maior no ranking de ataques.
O especialista revela, ainda, que os ataques em dispositivos móveis tendem a aumentar, principalmente, porque as plataformas são ambientes em padrão fechado. “Os sistemas operacionais mais utilizados nesses terminais devem ser os mais ameaçados. As plataformas móveis, ao contrário dos PCs, ainda são muitas. Com isso, os hackers devem ser pessoas especializadas em alguns deles, como o Windows Mobile e o Symbian”, observa.
Os ataques ao Symbian cresceram seis vezes entre janeiro de 2008 e abril de 2009. “Teoricamente, as falhas em sistemas de código aberto são mais facilmente encontradas. Por outro lado, a comunidade ‘open source’ atualiza e corrige softwares contínua e rapidamente”, observa.
Os malwares em redes sociais também cresceram no primeiro semestre em todo o mundo. “Tanto o Facebook quanto o Twiter. A diferença é que no segundo você não conhece a URL que foi acessada, facilitando a ação do hacker”, explica Manky.
Nesse caso, o controle, na opinião do especialista, é feito pelas soluções de segurança de forma flexível. Por isso, ele defende que a educação para o uso das aplicações sejam móveis ou do mundo da web 2.0. Segundo Manky, já foram criadas pragas específicas para essas redes, a exemplo do koobface, que ataca usuários do Facebook.
O especialista conclui, ainda, que no Brasil, entre janeiro e maio de 2009, os ataques a servidores foram o de maior incidência, uma vez que